O objeto escolhido por mim é uma imagem de Santo Antônio feito de madeira, que na verdade não me pertence, mas está na minha familía a bastante tempo, passando de geração pra geração. Pertenceu primeiramente á mãe do meu bisavô (minha tataravó), foi passado para a minha bisavó (que não está mais entre nós), pertenceu a minha avó (por quem em tenho muito carinho e admiração) e hoje pertence a minha mãe que o guarda com todo cuidado e respeito em memória aos meus antepassados. O cuidado é tanto que essa imagem fica guardada, escondida em seu guarda roupa. O motivo de tanto cuidado é o fato de que essa imagem já foi furtada por uma amiga da família que acreditava na velha lenda do santo casamenteiro. A imagem foi devolvida apenas quando a única filha dessa nossa amiga casou-se, depois de mais de um ano.
A lenda diz que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo que não chegava, já desesperançosa de encontrar marido, se apegou com Santo Antônio. Foi ao santeiro da cidade, adquiriu uma imagem do mesmo e colocou-a no oratório e ali lhe levava, todos os dias, flores que colhia no jardim e fazia suas rezas e o reforçava o pedido de conseguir um marido.
Passaram-se semanas, meses e anos. O noivo não aparecia, nem se falava na redondeza que algum pretendente. Certa vez, depois de consultar o espelho e ter descoberto prenúncios de pés de galinha, se pôs a lamentar da ingratidão do santo. Desapontada pelo poder miraculoso do santo, toma a imagem e, no auge do desespero, atira-a pela janela a fora. Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que a recebe, em cheio, sobre a cabeça. Apanha-a, intacta e sobe a escada do sobrado de onde partiu a imagem. Vem recebê-lo, por notável coincidência, a formosa e geniosa donzela. Apaixona-se por ela o cavaleiro e, tempos após, acabam casando, naturalmente por milagre do santo.
A partir dessa história Santo Antônio torna-se (no Brasil e em Portugal) um “santo casamenteiro”.
Segundo minha avó, a imagem da qual estou falando denomina-se Santo Antônio Caminhante, por conta de uma outra crendice derivada da lenda contada anteriormente. Nessa crendice, mulheres solteiras que sonhavam em se casar deviam roubar uma imagem do santo e devolvê-la apenas depois de alcançarem o sonhado matrimônio. Por passar pelas mãos de várias mulheres (que roubavam a imagem) e depois retornar as mãos do verdadeiro dono, imagens assim foram denominadas Santo Antônio Caminhante.
A lenda diz que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo que não chegava, já desesperançosa de encontrar marido, se apegou com Santo Antônio. Foi ao santeiro da cidade, adquiriu uma imagem do mesmo e colocou-a no oratório e ali lhe levava, todos os dias, flores que colhia no jardim e fazia suas rezas e o reforçava o pedido de conseguir um marido.
Passaram-se semanas, meses e anos. O noivo não aparecia, nem se falava na redondeza que algum pretendente. Certa vez, depois de consultar o espelho e ter descoberto prenúncios de pés de galinha, se pôs a lamentar da ingratidão do santo. Desapontada pelo poder miraculoso do santo, toma a imagem e, no auge do desespero, atira-a pela janela a fora. Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que a recebe, em cheio, sobre a cabeça. Apanha-a, intacta e sobe a escada do sobrado de onde partiu a imagem. Vem recebê-lo, por notável coincidência, a formosa e geniosa donzela. Apaixona-se por ela o cavaleiro e, tempos após, acabam casando, naturalmente por milagre do santo.
A partir dessa história Santo Antônio torna-se (no Brasil e em Portugal) um “santo casamenteiro”.
Segundo minha avó, a imagem da qual estou falando denomina-se Santo Antônio Caminhante, por conta de uma outra crendice derivada da lenda contada anteriormente. Nessa crendice, mulheres solteiras que sonhavam em se casar deviam roubar uma imagem do santo e devolvê-la apenas depois de alcançarem o sonhado matrimônio. Por passar pelas mãos de várias mulheres (que roubavam a imagem) e depois retornar as mãos do verdadeiro dono, imagens assim foram denominadas Santo Antônio Caminhante.
Com o tempo a lenda do santo casamenteiro foi se modificando. Hoje, para quem acredita no milagre, além de roubar ou ganhar a imagem, tem que castigá-la para alcançar a graça mais rápido. Já ouvi falar de gente que o deixou de castigo de cabeça para baixo, que amarrou o santo de cabeça pra baixo, que deixou-o dentro de um copo de água, ou até mesmo que enrolou a sua cabeça com um pano ou uma fita. O santo só é tirado do castigo quando o casamento acontece.


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