O livro didático, na sociedade em que vivemos tem recebido cada vez mais importância nas práticas de ensino dos nossos professores. Com a precariedade do ensino brasileiro, o LD tem determinado cada vez mais os conteúdos a serem trabalhados e as estratégias a serem utilizadas pelos docentes. Os professores não percebem que o LD deve ser apenas um recurso para o processo de ensino-aprendizagem, não o único.
Durante algumas experiências de estágio, pude perceber uma certa variação na importância que se dá ao LD, uma vez que ele apresenta funções diferentes, onde na maioria das vezes, ou serve de base para se seguir os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, ou é visto como única fonte de ajuda ao professor, apresentando-se na maioria das vezes como substituto do docente, resultando no comprometimento da aprendizagem do aluno.
Ao se usar o LD dessa forma limitada, é possivel perceber que o docente não vivenciou uma formação teórica e metodológica sólida e por isso não entende a verdadeira função do LD, que é apenas ajudar no trabalho pedagógico, e não levar o professor a se acomodar em relação a sua atuação pedagógica. O professor deve buscar outros recursos para complementar a sua prática pedagógica, de forma a contribuir para a formação de cidadãos críticos, conscientes e reflexivos. Ao se tratar do ensino de história, essa busca por outros materiais pode ser de grande valia, pois através de outros recursos, pode-se levar os alunos a perceber diferentes interpretações de um fato histórico, levando-os a reconhecer que a verdade histórica está sempre em construção e que não há verdades absolutas em História. O professor deve perceber também que uso do LD sem o acompanhamento apropriado estimula a passividade no aluno e a memorização. O professor deve estar em constante busca de instrumentos e recursos.
Enfim, o uso do livro didático tem tanto pontos negativos, quando torna-se o único instrumento utilizado pelo professor, quanto elementos posistivos, quando se torna uma ferramenta norteadora para o ensino. O livro didático pode ser um instrumento eficiente, quando não anula o trabalho do professor. A sua ineficiência vai depender da maneira como o docente aproveita este material no processo de ensino-aprendizagem.

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